SEL. BRASILEIRA ENFRENTA O MEXICO E AS MANIFESTAÇÕES EM FORTALEZA.


Brasil x México transcende futebol e recoloca Seleção em ambiente político

Com série de manifestações nas cidades brasileiras e atos programados para hoje, duelo pela Copa das Confederações vira mais que um simples jogo. Três dos quatro jogos da Copa das Confederações
tiveram protestos; cena será repetida em FortalezaFoto: Mauro Pimentel / Terra


Celso PaivaDireto de Fortaleza (CE)
Dassler MarquesDireto de Fortaleza (CE)
Fábio de Mello CastanhoDireto de Fortaleza (CE)
Véspera da segunda partida do Brasil em uma Copa das Confederações em casa e o assunto pouco tem a ver com futebol. Em vez de análises sobre adversários e táticas, todos querem saber o posicionamento de Luiz Felipe Scolari, Hulk e David Luiz em relação à efervescência nas ruas das cidades brasileiras e os manifestos por uma mudança no País. Neste clima que transcende as quatro linhas, a Seleção enfrenta o México, às 16h (de Brasília), em Fortaleza, em uma partida que devolve a discussão sobre a relação entre esporte e consciência política e social.
Ao longo da história, dois casos emblemáticos uniram futebol e política, mas com conotações diferentes. Durante a Ditadura Militar, a campanha da Copa de 1970 teve a demissão prévia do comunista João Saldanha do cargo de técnico, foi usada como propaganda pelo governo com a distribuição de fuscas como prêmio e fez muitos militantes torcerem contra os “90 milhões em ação” e acusarem os campeões de alienados. Por outro lado, nas Diretas Já, jogadores encamparam o movimento e, com destaque a Sócrates e Casagrande, viraram símbolos da politização.

Clique no link para iniciar o vídeoDavid Luiz apoia protestos por experiência na Europa; veja

Entre o rótulo de alienados e o desejo de posicionamento sobre o clima do País, os atletas da Seleção Brasileira optaram em sua maioria por apoio ao manifestantes. Felipão defendeu a livre opinião , e alguns jogadores não fugiram de uma opinião forte.Como Hulk, que disse ter vontade de ir para as ruas. Já outros se esquivaram do assunto depois do jogo contra o Japão e desde então não se manifestaram. Clique no link para iniciar o vídeoCoordenador da Fifa diz que apoia manifestações no Brasil.
Pelo menos no discurso, a Seleção diz não temer que a efervescência nas ruas se transfira para dentro dos estádios e vire torcida contra. Pelo contrário: os jogadores dizem ter a intenção de unir o povo com o futebol e geraram a expectativa de manifestarem algum tipo de apoio durante o jogo desta quarta. Vale destacar que o movimento em todo o país se desvincula de partidos, mas possui inegável cunho político e social.
“A Seleção é do povo, somos o povo. Acho que estamos dando ao povo e aos torcedores aquilo que eles mais querem. Ou seja, que vá crescendo e possa empolgar, realmente representar o Brasil na área futebolística de acordo com os anseios da população”, afirmou Felipão, que entrou em atrito com a Fifa/COL durante treino realizado durante a semana para liberar a entrada de torcedores no Estádio Presidente Vargas.
Por enquanto, os protestos ocorreram em três dos quatro jogos da Copa das Confederações, tendo como mote os altos custos para a organização do Mundial em detrimento de serviços básicos à população e apoio ao Movimento Passe Livre. Para esta quarta, uma manifestação está marcada para começar às 10h (de Brasília) em Fortaleza e propõe pela primeira vez a entrada da insatisfação ao estádio, com o canto do hino de costas. Isso sem contar as vaias recebidas pela presidente Dilma Rousseff no Estádio Nacional de Brasília.


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