FUTEBOL: VIRADA DE MESA



Viradas de mesa são comuns no futebol brasileiro

Nos últimos 30 anos, várias equipes grandes foram beneficiadas por manobras da CBF
        
Fluminense é o time mais beneficiado pela CBF ao longo da históriaMontagem R7/Gazeta Press



O chamado “tapetão” voltou a assombrar o futebol brasileiro na última segunda-feira (16) com a punição imposta pelo STJD à Portuguesa. O clube paulista perdeu quatro pontos pela escalação irregular do meia Héverton na partida contra o Grêmio na última rodada do Brasileirão. Com isso, a Lusa foi rebaixada e o Fluminense se livrou da degola.

Após a decisão, torcedores do Tricolor carioca fizeram festa na porta do STJD, enquanto os rivais acusaram o Flu de ser o “Rei do Tapetão”. De fato, esta não é a primeira vez que o clube das Laranjeiras se beneficiou de decisões judiciais.

Mas, mesmo antes das primeiras manobras do Fluminense, o futebol brasileiro já havia registrado algumas viradas de mesa. A primeira delas ocorreu em 1982, quando a classificação para a Taça de Ouro, equivalente à Série A do Campeonato Brasileiro, do ano seguinte se dava pela pontuação do campeonato estadual.



Na ocasião, o Santos ficou na 10ª colocação do Campeonato Paulista e, portanto, deveria disputar a Taça de Prata. No entanto, o Peixe foi "convidado" a disputar a Taça de Ouro pela CBF, assim como o Vasco, no ano seguinte.

No Brasileirão de 1986, houve nova "canetada": o regulamento previa, na primeira fase, a classificação de seis equipes em cada grupo de 11 times. O Vasco e o Botafogo se beneficiaram da perda de pontos de Joinville e Portuguesa e se classificaram mesmo tendo terminado entre os últimos. 

Em 1992, aconteceu fato ainda mais gritante. O Grêmio estava na segunda divisão e, segundo o regulamento, apenas as duas melhores equipes deveriam subir à primeira divisão. Devido à má fase do time gaúcho no torneio, a CBF mudou as normas e decidiu classificar nada menos que 12 equipes para a Série A de 1993. Coritiba, Remo, Santa Cruz, entre outros, também se deram bem. 

Em 1996, aconteceu o primeiro caso de virada de mesa do Fluminense. Rebaixado para a Segundona, o Flu permaneceu na Série A, graças a um suposto escândalo de arbitragem, que fez com que o descenso fosse abolido naquele ano.

No ano seguinte, o Fluminense foi rebaixado novamente e, para tristeza de seus torcedores, sofreu novo rebaixamento, desta vez para a Série C, em 1998. 

Em 1999, porém, novo escândalo envolvendo o São Paulo e o Botafogo acabou por beneficiar os clubes cariocas. O Tricolor paulista perdeu pontos no tapetão pela escalação irregular do atacante Sandro Hioroshi, em uma interpretação polêmica do STJD. Beneficiado, o Botafogo evitou o rebaixamento.

O que se seguiu foi uma tremenda confusão que fez com que o Fluminense "pulasse" de divisão. Prejudicado, o Gama (DF) conseguiu liminar a seu favor na Justiça Comum criando um grande imbróglio e, com isso, o Campeonato Brasileiro de 2000 virou a Copa João Havelange, com a participação de mais de cem clubes, incluindo times de várias divisões.

A maior virada de mesa do futebol brasileiro acabou beneficiando o Fluminense: campeão da Série C em 1999 com Carlos Alberto Parreira no comando e Roger como seu grande destaque, o time acabou pulando da terceirona para a elite nacional. 

Em 2005, ocorreu o último grande escândalo. Devido a um esquema envolvendo partidas apitadas por Edilson Pereira de Carvalho, 11 jogos foram anulados por decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no episódio batizado de "Máfia do Apito". Entre essas partidas, dois jogos em que o Corinthians havia perdido foram remarcados e o Timão conseguiu quatro pontos, aumentando sua vantagem na liderança. No final da competição, o time paulista ficou com o título, com 81 pontos, quatro a mais que o Internacional, vice-campeão. 

A Portuguesa ainda poderá recorrer da decisão do STJD e melar a última virada de mesa do futebol Nacional.

fonte: esporte R7

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