Brasil fica em 46ª lugar em ranking de progresso social com 132 países


Diretor da organização que elabora o ranking disse que pesaram a favor do Brasil indicadores como liberdade de escolha e acesso à educação básica.


Um índice novo, criado para avaliar o progresso social das nações, abriu mais uma forma de comparar a qualidade de vida das pessoas no mundo todo. A correspondente Elaine Bast mostra os resultados.
O crescimento econômico de um país melhora a qualidade de vida da população? Nem sempre.

É o que mostra um levantamento feito com 132 países pelo Social Progress Imperative, um grupo sem fins lucrativos que criou um Índice de Progresso Social, o IPS.



Mais de 50 indicadores como saúde, segurança, moradia, acesso à escola, alimentação e tolerância religiosa foram avaliados com o objetivo de ver como o avanço da economia se reflete no progresso dos cidadãos. Analisando as estatísticas, fica claro que transformar crescimento em desenvolvimento social é um desafio para muitos governos



Michael Green, diretor da organização que elabora o ranking, diz que o crescimento da economia não traz resultados iguais para todos: “Por muito tempo acreditávamos nisso, mas cada vez mais temos dúvidas. Exemplo disso é a Primavera Árabe: muitos países da região cresceram rapidamente, mas isso não impediu revoltas motivadas pela falta de progresso social”, afirma.

No novo ranking, o Brasil aparece na frente de outras economias emergentes, mas ainda distante de alguns dos nossos vizinhos. E os Estados Unidos ocupam a 16ª posição.
Entre os motivos para a posição que decepcionou os americanos, estão os resultados ruins na área ambiental e também na saúde. O jornal The New York Times destacou o baixo desempenho. "Não somos o número um", diz o editorial.


Outras economias grandes, como Alemanha e Japão, também ficaram bem atrás. Quem lidera o ranking é a Nova Zelândia. Mais do que a renda alta da população, o que pesou para esse resultado foram os avanços sociais e o cuidado com o meio ambiente no país.



O Brasil aparece na 46ª posição. É o mais bem colocado entre as maiores economias emergentes, grupo que inclui a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul.



Mas ainda estamos longe do progresso social visto em vizinhos como Uruguai e Chile, e atrás da Argentina.


Segundo Michael Green, pesaram a nosso favor indicadores como tolerância, inclusão, liberdade de escolha, além de acesso à educação básica: "Nessas áreas, o Brasil realmente é forte, os pontos fracos eu diria estão na área de segurança. Há uma grande quantidade de crimes violentos, taxas de homicídio altas e de mortes no trânsito; isso tudo impediu que a classificação do Brasil fosse melhor. Crescimento econômico sozinho não vai resolver o problema da violência”, ele explica; “serão necessárias outras medidas do governo e da iniciativa privada e isso não significa gastar mais dinheiro nas áreas onde o país é fraco. Os Estados Unidos gastam muito dinheiro na área da saúde e os resultados não são bons, por exemplo. O problema é como se gasta esse dinheiro e esse é o desafio do mundo do século XX”, conclui.


fonte:http://g1.globo.com/jornal-nacional

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