CONVOCAÇÃO DA SELEÇÃO BRASILEIRA: SERÁ SE TERÁ ALGUMA NOVIDADE?

Felipão faz últimos ajustes para 2014; em 2002, lista teve surpresas.
Felipão, Murtosa e Parreira fazem análises finais para a lista de
 quarta-feira (Foto: Rafael Ribeiro / CBF 
Antes do penta, Scolari fez testes e pinçou atletas meses antes do Mundial. Agora, com o time quase pronto, treinador deve mudar pouco o grupo campeão em 2013.


Felipão anda enigmático quanto à convocação desta quarta-feira. Ao mesmo tempo em que não descarta uma ou duas surpresas, garante que a lista final será coerente com o trabalho que vem sendo feito. Em tempos de especulações, Miranda e Philippe Coutinho são as apostas dos especialistas como possíveis novidades. Mais pelo trabalho que os dois têm realizado no Atlético de Madrid e no Liverpool, respectivamente, do que por alguma dica do treinador. 

Uma surpresa, daquelas de chocar torcedores e imprensa, dificilmente acontecerá. Uma “bomba” assim não é do feitio de Scolari. Em 2002, antes da Copa na Ásia, o treinador aproveitou amistosos para achar novos nomes e definir os 23 escolhidos. Kleberson, Anderson Polga e Kaká foram os “achados”, embora o jovem do São Paulo só tenha recebido a chance porque Djalminha acertou uma cabeçada Javier Irueta, seu treinador no La Coruña, dias antes do anúncio da convocação para o Mundial (veja como foi o anúncio da convocação no vídeo acima).
Nos amistosos contra Bolívia, Arábia Saudita e Islândia muita gente foi testada. Além dos três que aproveitaram a chance, nomes como Juan e Julio César começaram ali suas histórias na Seleção, embora o então goleiro do Flamengo não tenha entrado em campo. Outros como Paulo César, lateral do Fluminense, França, Washington “Coração Valente”, Marques, Euller e até Esquerdinha, do São Caetano, receberam oportunidades, mas ficaram fora da lista final.


e até Esquerdinha, do São Caetano, receberam oportunidades, mas ficaram fora da lista final.

TESTES ERAM NECESSIDADE


Uma grande surpresa, embora não tenha ocorrido na convocação final, foi Ricardinho. O então meia do Corinthians, que sequer havia sido testado nos amistosos que contaram apenas com jogadores do futebol brasileiro, foi chamado às vésperas da estreia do Brasil para o lugar de Emerson, lesionado.
Ricardinho ganhou vaga de Emerson e foi campeão mundial em 2002 (Foto: Getty Images)

A verdade é que a situação era outra em 2002. Felipão assumiu um time desacreditado em junho de 2001. No mês seguinte, fiasco e eliminação contra a inexpressiva Honduras na Copa América. Nas eliminatórias, a classificação veio aos trancos e barrancos, na última rodada, com vitória sobre a Venezuela. A Seleção não contava com a confiança do torcedor e estava longe de ter um grupo definido. 

- Não acredito em surpresas na quarta-feira. O Felipão tem o grupo dele definido. Em 2002, a situação era bem diferente. Ele pegou o time muito tarde. Nas eliminatórias já tinham passado o Vandelei Luxembrugo, o Candinho e o Emerson Lesão. O Felipão teve que fazer experiências quase em cima da Copa. Agora, ele teve tempo para arrumar o time – disse Antônio Lopes, coordenador da seleção brasileira na Copa de 2002. MUDANÇAS SEM ALARDE

Apesar do sucesso na Copa das Confederações, Felipão não fechou as portas para mudanças. Sem alarde, o treinador foi testando novos jogadores. O primeiro foi o lateral Maxwell, única novidade para o amistoso contra a Suíça, o primeiro após o título no Maracanã. Em seguida, Ramires foi perdoado pela indisciplina pré-Copa das Confederações e retornou para ficar.

Lucas Leiva e Willian foram testados após as Confederações. O segundo é nome certo na Copa (Foto: Agência AP)

Depois o treinador convocou dois antigos desejos. Antes da semifinal da Copa das Confederações, contra o Uruguai, em um bate-papo descontraído com jornalistas no lobby do hotel onde a Seleção estava concentrada em Belo Horizonte, Scolari revelou a vontade de testar jogadores brasileiros que jogavam no Leste Europeu. Na ocasião, Willian foi citado nominalmente. Tanto o meia, agora no Chelsea, quando Fernandinho, do Manchester City, foram chamados e, aparentemente, se firmaram. Há um ano ambos defendiam o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. 
Além deles, nomes como Marquinhos (PSG), Dedé (Cruzeiro), Victor (Atético-MG), Rafinha (Bayern de Munique) e Lucas Leiva (Liverpool) ganharam oportunidades. Medalhões como Alexandre Pato (São Paulo), Maicon (Roma) e até mesmo Robinho (Milan) também foram testados. Alguns agradaram mais, outros menos, mas, talvez com exceção do jogador do São Paulo, todos disputam vagas no grupo que vai à Copa. O mistério, porém, só será solucionado na quarta-feira.

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