EDUARDO CAMPOS

Campos diz contar com PMDB em seu governo, mas sem Sarney
Segundo o pré-candidato do PSB à Presidência, há nomes no partido que têm prática política distinta do ex-presidente.
O pré-candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, disse, nesta terça-feira, 6, contar com apoio de parte do PMDB em eventual governo, mesmo após dizer que o senador José Sarney (PMDB-AP) não será seu aliado, se vencer a disputa.

"É hora de uma renovação e acho que, no PMDB, tem pessoas que podem ajudar na renovação mesmo tendo mais idade, como Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos, Luiz Henrique, Ricardo Ferraço, Nelson Trad. Conheço gente no PMDB no Brasil afora que é de um PMDB que tem uma outra visão de prática política", disse, em entrevista exclusiva ao Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado.

Segundo ele, a oposição a Sarney é uma questão de simbolismo político. "Na verdade, tem símbolos. Eu sempre estive na oposição lá no Maranhão, um posicionamento político claro", justificou. Ao visitar Timon (MA), a 450 quilômetros de São Luís, em abril, Campos disse que, se eleito, não fará aliança com o ex-presidente da República. "O senador Sarney terá meu respeito, mas no meu governo ele será oposição durante os quatro anos", disse.

Ele desconversou, porém, ao ser questionado se contava para governar com o PSDB do também pré-candidato à Presidência, Aécio Neves. "Tem quadros no PSDB que serão importantes no ato da nossa governança, mas parece um a coisa indelicada com o PSDB, que tem uma candidatura agora", disse.

O ex-governador se mostrou otimista, porém, com a possibilidade de estar em um segundo turno com Aécio - cenário no qual a presidente Dilma Rousseff estaria fora da disputa. "Se você perguntasse isso há um ano era uma coisa completamente impossível. Hoje é uma coisa provável. Amanhã pode ser até o mais provável”, disse.

Inflação. Campos também voltou a defender que, nos próximos anos, o centro da meta de inflação deva caminhar para um patamar abaixo de 4,5%. Segundo o pré-candidato, o represamento de preços administrados é um "passivo" que o País precisa resolver. "Não sei nem se o atual governo vai conseguir segurar até a eleição esses preços da forma como está segurando."

http://www.estadao.com.br/

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