Parreira assume o favoritismo do Brasil: "Já estamos com uma mão na taça"


O coordenador técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, esbanjou otimismo nesta segunda-feira, poucas horas depois dos jogadores se apresentarem na Granja Comary, ao declarar literalmente que a equipe já estava "com a mão na taça".

"Temos um timaço, o time é muito bom. Confiamos nestes jogadores. Basta olhar para o time que nos temos. A zaga titular da seleção brasileira é a mais cara do mundo (David Luiz e Thiago Silva, ambos do Paris Saint-Germain). Temos jogadores experientes, com qualidade, reconhecidos no futebol internacional, e estamos jogando em casa", afirmou em coletiva de imprensa Parreira, que foi campeão mundial com o Brasil duas vezes, a primeira em 1970, como preparador física, e a segunda como técnico, em 1994.

Ele também comandou seleções de outros países, inclusive uma que também jogava em casa, a África do Sul, na última edição, em 2010.

"O que aprendi em seis ou sete Copas? Que ganhar fora do campo é o mais importante, e não é fácil. Envolve parte operacional, logística, planejamento, relacionamento com torcedores, imprensa, ambiente de trabalho. E isso nós já conseguimos, portanto já estamos com uma mão na taça", sentenciou.

Parreira também destacou a importância histórica da oportunidade de conquistar o hexa como anfitrião.

"Das grandes seleções, somos a única que nunca ganhou em casa. Queremos resgatar isso, reescrever esta 

história. Já perdemos uma Copa e não queremos perder a segunda", afirmou, lembrando o trauma da derrota de 1950, quando o Brasil perdeu por 2 a 1 para o Uruguai no Maracanã, em episódio lembrado como o 'Maracanazo'.

"Eu já conversei com o Flávio Costa (técnico do Brasil na Copa de 1950) e as coisas que ele me contou coisas inacreditáveis que aconteceram fora de campo, com políticos no vestiário. O fora de campo não ajudou", explicou.
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O próprio Parreira também foi vítima deste "fora de campo" em 2006, na Alemanha, quando foi muito criticado por causa do 'oba-oba' que cercava os treinos da seleção brasileira, com acesso quase irrestrito dos fãs e da imprensa, na campanha que terminou com a eliminação nas quartas de final (derrota por 1-0 para a França).

Em 2010, na África do Sul, aconteceu exatamente o contrário. Sob o comando de Dunga, a seleção estava totalmente fechada, tinha relações conturbadas com a imprensa e também perdeu nas quartas de final (2-1 diante da Holanda).

Por isso, a comissão técnica atual optou por um meio termo. "Vamos tentar evitar abertura total e fechamento total. É importante treinar com tranquilidade e segurança. A segurança não permite que haja mil pessoas aqui por dia. A Seleção não ficará exposta por isso. Não somos nós que não queremos presença de público. Estamos até pensando em sortear 10 ou 15 torcedores para virem aqui", comentou Parreira, em meio a críticas sobre o fato dos treinos na Granja Comary não serem abertos ao público.

Apesar do otimismo, o coordenador prefere não cair nas armadilhas do 'já ganhou'.

"Somos favoritos sim. Mas, evidentemente, não basta ser favorito para ganhar. Quantos favoritos já fracassaram" alertou.

"Em 2002, 90% da mídia especializada apontava Argentina e França como favoritas e elas não passaram da primeira fase", lembrou.


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