ELEIÇÕES DE 2014 FORTALECEU A OPOSIÇÃO, E CREDENCIOU AÉCIO COMO CANDIDATO NATURAL PELO PSDB


Em 2002, após ser derrotado por Lula, José Serra desapareceu do cenário político. Não havia mesmo muito o que fazer, pois a derrota havia sido acachapante. Sem mandato parlamentar, Serra voltou em 2004 e foi eleito para um cargo secundário em termos de visibilidade nacional: a prefeitura de São Paulo. Os eleitores de oposição espalhados por todo o Brasil foram esquecidos pelos sonhos regionais do candidato derrotado.

O mesmo ocorreu com Geraldo Alckmin, em 2006. Derrotado por Lula, o paulista de Pindamonhangaba também ficou sem mandato e imediatamente começou a sua preparação para 2008. Para quê? Para tentar ser eleito para a prefeitura paulistana. E os eleitores de oposição que nele depositaram todas as esperanças de vencer o PT? Abandonados!

Alckmin enfrentou Gilberto Kassab, apoiado por José Serra, que havia deixado o vice no posto para ser eleito governador de São Paulo, enquanto o outro tucano perdia a eleição presidencial. Alckmin nem passou para o segundo turno, virou secretário do Serra e voltou para ocupar o seu lugar no governo de São Paulo, em 2010. José Serra, por sua vez, lançou-se novamente a presidente, sendo derrotado pelo primeiro poste da sua vida: Dilma Rousseff. Ficando Serra novamente sem mandado, a história se repetia: os eleitores brasileiros abandonados depois de uma renhida campanha, enquanto o tucano se preparava para? Para disputar a Prefeitura de São Paulo! 

O ano de 2012 chegou e Serra perdeu para o segundo poste que foi colocado, por Lula, no seu caminho: Fernando Haddad foi eleito e Serra ficou dois anos no limbo, sem mandato parlamentar. Agora, em 2014, a história mudou um pouco: Serra foi eleito senador, para um mandato de oito anos, com Geraldo Alckmin sendo reeleito ao governo de São Paulo. E Aécio foi o candidato, rompendo o ciclo paulista.

Neste revezamento entre Alckmin e Serra como candidatos tucanos os eleitores brasileiros tiveram uma grande frustração: nenhum dos dois representou, no pós eleição, os milhões de votos recebidos como oposição. Sumiram. Escafederam-se. Foram cuidar dos seus interesses pessoais. Quando voltaram à cena política, o fizeram para postos menores no Executivo, onde é muito mais complicado e difícil fazer oposição. 

Alguém imagina, por exemplo, um Geraldo Alckmin, como governador de São Paulo, rompendo com Dilma Rousseff em 2014 para se preparar para 2018? Não veremos isso. Veremos aquele papinho da oposição responsável que tanto derrotou a oposição nos últimos anos. E a mensagem que o paulista mandou para Dilma no mesmo dia da sua reeleição já demonstra como será o relacionamento. Disse Alckmin: "Nós reiteramos nossa disposição de manter aberto e produtivo o diálogo com o governo federal em torno de projetos, nas mais diversas áreas, que beneficiem os brasileiros de São Paulo e tornem o país mais próspero, justo e eficiente".

O PSDB - leia-se Oposição - sempre titubeou na indicação do candidato à presidência. Os candidatos sempre foram os mesmos: Serra, Alckmin ou Aécio, assim como o rito que privilegiava as traições e as postergações. Que a história não se repita. Por mérito, por idade e por votação, Aécio Neves é o candidato para 2018 para enfrentar um Lula já lançado no mesmo dia da reeleição de Dilma. Se o PT já está em campanha, o PSDB não pode ficar para trás. Não há outro nome, mesmo que Geraldo Alckmin mande sinais de que quer disputar, tentando alijar um candidato natural com 51 milhões de votos. Sabem com qual argumento? O mesmo do PT: ele perdeu em Minas, cochicham os alckimistas. Desculpem a expressão: isto é típico da forma de fazer política de Geraldo Alckmin.Aquele jeitinho dissimulado de ser.

Fiz toda essa retrospectiva para concluir que Aécio Neves tem grandes vantagens sobre as candidaturas passadas da Oposição. Tem um mandato parlamentar, saiu consagrado das urnas e pode erguer a bandeira da Oposição imediatamente, ao contrário de Geraldo Alckmin que vai ter que lamber os pés de Dilma Rousseff durante quatro anos. Aécio é, por mérito, o nome para 2018, desde que declare isso na semana que se inicia e que assuma desde já o seu papel de líder da Oposição, seja no Senado, nas viagens pelo Brasil, na reorganização do partido em estados importantes, no rejuvenescimento do PSDB, na criação de novas lideranças e na preparação das eleições municipais de 2016. Não há tempo a perder. 2018 já começou. Aécio já!


fonte: blog CoroneLeaks

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