Manda quem pode, obedece quem tem juízo

Deputados receberão R$ 200 mil para abdicarem de independência ao governo




Falta de autonomia da Casa deve ser mantida com a confirmação de que Flávio Dino aceitou dobrar o valor das emendas para o Carnaval deste ano.

Com exceção de apenas cinco dos 42 deputados estaduais – os oposicionistas Adriano Sarney (PV), Andréa Murad (PMDB), Edilázio Júnior (PV) e Souza Neto (PTN), e o governista, porém não maria-vai-com-as-outras, Wellington do Curso (PPS) – todos parlamentares da Assembleia Legislativa do Maranhão devem barganhar com o governador Flávio Dino (PCdoB) a manutenção da falta de independência da Casa em relação às matérias de interesse do Executivo estadual, bem como combater e enterrar qualquer denúncia que seja levada ao plenário por um dos integrantes do quinteto.

A espécie de Chatô, isto é, não parlar e/ou não legislar contra o governo em troca de benefícios financeiros, vem sendo montada pela base governista desde o início do recesso parlamentar, no fim do ano passado, ao deixar "vazar" a possibilidade de que passaria a agir, logo no primeiro dia da volta aos trabalhos, com uma postura mais independente ao Palácio dos Leões, inclusive com o esfacelamento do maior bloco da Assembleia, o Bloco Parlamentar Unidos pelo Maranhão, mais conhecido como “Blocão”, composto por nada menos que 22 membros, que têm força para aprovar ou rejeitar, sozinhos, praticamente todos os tipos de proposições em plenário – à exceção de matérias que requeiram quórum qualificado.

Os deputados avaliaram e aprovaram o plano após perceberem que o governador dificultou o atendimento a seus pleitos no ano passado, sobretudo no que diz respeito ao pagamento das emendas, e os desrespeitou a obrigá-los a tomar chá de cadeira e de árvore para conseguirem ser recebidos no Palácio.

Não alheio às movimentações de aliados na Assembleia Legislativa, o comando político do comunista resolveu convencer o governador a aceitar a proposta levada pelo presidente da Casa, deputado Humberto Coutinho (PDT), de dobrar o valor das emendas para o Carnaval deste ano, fixada até os últimos dias do ano passado em R$ 100 mil por deputado governista não rebelde.
Além de cair na aplicação do Chatô parlamentar, Dino também resolveu promover mudança administrativa na estrutura do governo, passando para o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, que é ex-deputado e sabe bem do que os ex-colegas de parlamento gostam, o poder de interlocução e articulação das demandas dos deputados junto ao Palácio dos Leões. Antes, essa função era exercida – ou pelo menos deveria ser – pelo agora secretário de Comunicação e Assuntos Federativos, Márcio Jerry Barroso, por meio de seu então adjunto, o vereador Ronaldo Chaves.


Espertalhões

De todos os governistas que receberão R$ 200 mil de emendas para o Carnaval, há de se destacar a esperta de três: o próprio presidente do Legislativo e os deputados Othelino Neto (PCdoB) Rogério Cafeteira (PSC).
Os dois primeiros negociaram com o governo e os colegas de parlamento e devem ser mantidos nos cargos ora ocupados na Mesa Diretora da Casa, em eleição que deve ser antecipada para logo no começo do período legislativo; e o último, mesmo sob chibata constante de setores da imprensa financeiramente ligada ao Executivo estadual, arrancou um convite de Flávio Dino para que permanecesse na liderança do governo. (fonte: Atual7)

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