Desesperados:Governo tenta, mas não consegue adiar reunião do PMDB sobre desembarque

Governo tenta, mas não consegue adiar reunião do PMDB sobre desembarque
Planalto busca ganhar tempo para recompor aliança e conter processo de impeachment


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), conduz sessão deliberativa extraordinária que decide sobre a manutenção da prisão do senador Delcídio Amaral (PT- MS), no Senado Federal, em Brasília, nesta quarta-feira (25)(Wilson Dias/Agência Brasil)

Diante da possibilidade de desembarque do PMDB da base de apoio à presidente Dilma Rousseff, o governo entrou em campo para tentar adiar em pelo menos vinte dias a reunião do diretório da legenda, agendada para a próxima terça-feira. O movimento visa a ganhar tempo para o Planalto colocar em prática o último esforço de recompor a aliança com o maior partido no Congresso Nacional e, assim, evitar o avanço do processo de impeachment contra a presidente da República.

Na função de articulador do governo, o ex-presidente Lula se reuniu nesta terça-feira com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e pediu ajuda para conter a debandada do PMDB. Renan atendeu ao apelo do petista e logo ao sair do encontro declarou: "Quando não há caracterização do crime de responsabilidade, não é impeachment. O nome deve ser outro", disse, aderindo, de forma enviesada, ao discurso petista de que a destituição de Dilma seria um golpe. À noite, o peemedebista voltou a dar declarações à imprensa: "O PMDB reduzirá seu papel histórico se assumir a responsabilidade pelo agravamento da crise", afirmou.

Ministros peemedebistas também foram acionados. Eduardo Braga, que comanda o Ministério de Minas e Energia, foi ao Senado na função de bombeiro: reuniu-se com o líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), e tentou convencer a bancada a apoiar o adiamento da reunião. Nos bastidores, parlamentares enrolados na Operação Lava Jato são apontados entre aqueles que tendem a buscar a proximidade do Planalto: além de Renan e do próprio líder peemedebista, o senador Valdir Raupp (RO) é citado entre os articuladores da operação para conter a debandada.

A estratégia, porém, foi freada pelo presidente Michel Temer e seus aliados. O argumento é o de que a data da convenção já foi publicada no Diário Oficial da União e que não haverá mudanças de posição ao longo dos próximos dias. "Quem quiser atender o governo terá de pagar de pagar o preço perante a sociedade e as ruas. Quem está com essa posição vai continuar, não tem diferença", disse o deputado Lúcio Vieira Lima (BA). "As lendas do partido resistem à transformação do país", criticou o deputado Darcísio Perondi (RS).

No último dia 12, durante convenção nacional, o PMDB determinou que fosse convocada uma nova reunião em até trinta dias para decidir sobre o rompimento com o governo Dilma. Com a relação ainda mais fragilizada após a nomeação, a contragosto, do peemedebista Mauro Lopes para a Secretaria de Aviação Civil (SAC), Michel Temer decidiu marcar o encontro para o dia 29 de março.

Na visão de parlamentares independentes, a pressão popular torna cada vez mais insustentável a aliança do PMDB com o Planalto. Nos bastidores, o partido já discute com o PSDB a formação de um governo pós-Dilma. (fonte: VEJA)

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