DEBANDADA: PP E PRB MUDAM DE LADO, PR E PSD AMEAÇAM TAMBÉM DEIXAR O GOVERNO PARA VOTAR A FAVOR DO IMPEACHMENT.


Debandada na base de apoio ao governo no Congresso amplia chance de impeachment
PP e PRB mudam de lado e anunciam que votarão pelo afastamento de Dilma; PR e PSD ameaçam fazer o mesmo nos próximos dias

Foi uma terrível ressaca para as forças governistas no Congresso. Um dia depois de serem superadas pelos oposicionistas na votação do parecer da comissão especial do Impeachment na Câmara dos Deputados, elas assistiram ao movimento de debandada de partidos que, divididos, ainda mantinham promessas de apoio a manutenção de Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. PP e PRB, duas siglas que já fizeram parte do bloco do governo, anunciaram oficialmente sua adesão ao afastamento da presidente, seguindo o movimento feito na véspera pelo PSB. PR e PSD apontam na mesma direção e devem anunciar suas posições nos próximos dias.

Bancada do PP se reúne no Congresso e define abandonar base de apoio do governo

Até mesmo o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do Partido Progressista (PP), um dos principais interlocutores do governo nas negociações para comprar apoio parlamentar, pode vir a apoiar a decisão dos deputados do partido de votar a favor do impeachment na sessão que decidirá o futuro do processo de afastamento, no próximo domingo. Nogueira, cujo partido possui uma bancada de 47 deputados – a quarta maior do Congresso -, renderia-se, assim, ao desejo da maioria de sua base, que já vinha se alinhando com a oposição. Na votação do parecer da comissão que analisou o pedido de impeachment, três dos cinco parlamentares da legenda votaram a favor da admissibilidade do processo.

O apoio do PP ao governo vinha sendo negociado há várias semanas e por um alto preço. O ex-presidente Lula, encarregado das ofertas aos parlamentares e partidos, havia acenado a Nogueira com dois cargos dos mais cobiçados em Brasília: o de ministro da Saúde, dono do segundo maior orçamento na Esplanada, e a presidência da Caixa Econômica Federal, além da manutenção da pasta da Integração nacional, já sob controle do partido. O presidente do PP havia aceitado a princípio, mas esbarrou na resistência de seus próprios liderados. Após a votação do parecer na comissão, a bancada se reuniu e decidiu pelo desembarque da sigla da base de sustentação do governo, que será comunicado oficialmente ainda nesta terça.

O mesmo caminho seguirão os 25 deputados do PRB, que anunciaram, no início da noite, a decisão unânime de votar favoravelmente ao impeachment de Dilma. O partido divulgou nota oficial em que afirma que “as denúncias de crime de responsabilidade atribuído à presidente foram minuciosamente examinadas pelos parlamentares do PRB, que se convenceram dos indícios reais de irregularidades e prejuízos concretos ao Brasil”, o que justificaria a posição. (fonte: ISTO É)

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