PSDB usa governadores para pressionar parlamentares pelo impeachment

Oposição reiterou apoio a interrupção do mandato da presidente e Aécio Neves afirmou que Dilma 'perdeu as condições mínimas de governar e de retirar o Brasil dessa crise'

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, discursa durante reunião entre lideranças do partido, em São Paulo (SP), para apoiar o impeachment de Dilma Rousseff - 08/04/2016(Miguel Schincariol/AFP)

A três dias da votação do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) sobre o pedido de impedimento da presidente Dilma Rousseff (PT), lideranças do PSDB se reuniram em São Paulo para reiterarem o apoio ao afastamento de Dilma. "O PSDB, através dessas lideranças, reafirma o seu compromisso absoluto com a interrupção do mandato da presidente Dilma Rousseff pela via constitucional do impeachment. Não por uma vontade daqueles que com ela disputaram a eleição, mas por uma constatação que nos une a todos de que ela, infelizmente, perdeu as condições mínimas de governar e de retirar o Brasil dessa crise extremamente aguda na qual o seu partido e o seu governo nos mergulhou", afirmou o presidente nacional do partido, senador Aécio Neves.

Em coletiva de imprensa concedida logo após o encontro, Aécio afirmou que os governadores do PSDB estão trabalhando em seus respectivos estados junto aos parlamentares para "tentar construir através de um grande entendimento, uma agenda de emergência para que o Brasil retome o crescimento, o emprego e a renda".

O encontro aconteceu na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes e durou cerca de duas horas. Participaram da reunião o senador Aécio Neves, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, parlamentares, como os senadores José Serra e Aloysio Nunes Ferreira, o deputado Silvio Torres, governador de São Paulo Geraldo Alckmin, Beto Richa, governador do Paraná, além de Pedro Taques, governador do Mato Grosso e o líder do partido na Câmara, Antônio Imbassahy.

FHC reiterou o posicionamento de Aécio Neves alegando que há responsabilidade políticas, de pessoas e de partidos e que chegou a hora de dar um basta na corrupção. "Por penoso que seja interromper um mandado, mais penoso é ver o Brasil se esfacelar e ver que não existe capacidade do atual governo de se recompor, de se reconstruir. Oportunidades tiveram, e muitas. Não as aproveitaram.", disse.

Geraldo Alckmin também se pronunciou a favor do impeachment da presidente Dilma e ressaltou a atual crise econômica e alta da taxa de desempregos principalmente entre os jovens. "A população brasileira quer mudança. Nós temos lado, estamos do lado da mudança para ajudar o país a passar por esse período de grande dificuldade".

(VEJA.COM)

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