Gilmar Mendes será relator de pedido de investigação contra Aécio no STF

Dias Toffoli relatará abertura de inquérito contra Eduardo Cunha. O peemedebista e o tucano são acusados de receber propina em Furnas

O ministro do STF Gilmar Mendes(José Cruz/Agência Brasil)

Foram definidos nesta quarta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) os relatores dos pedidos de investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR), feitos na semana passada, contra o senadorAécio Neves (PSDB-MG) e o presidente da Câmara afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), baseados na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral. Caberá ao ministro Gilmar Mendes decidir se Aécio poderá ser investigado, enquanto o ministro Dias Toffoli analisará o pedido contra Cunha, que já é réu no STF por envolvimento no petrolão. Ambos foram sorteados para a relatoria dos casos.

As acusações referentes a Furnas deixaram as mãos do relator da Operação Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki, porque ele considerou ontem em despacho que as acusações referentes à subsidiária da Eletrobras não têm relação com a Lava Jato. Caso Mendes e Toffoli autorizem a abertura dos inquéritos, o tucano e o peemedebista serão investigados pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em Furnas.

No pedido para investigar Aécio, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicita que ele preste depoimento ao Ministério Público Federal em um prazo de até três meses, assim como outras pessoas supostamente envolvidas no esquema de corrupção na estatal, como o ex-diretor da estatal Dimas Toledo. O procurador-geral também pede à Polícia Federal que colete indícios entre o material já apreendido na Operação Lava Jato para a apuração das suspeitas.

Janot havia recomendado ao STF o arquivamento da investigação contra Aécio em março, mas agora pede a reavaliação do caso diante das novas informações trazidas na delação premiada de Delcídio.

Cunha, por sua vez, foi acusado pela PGR de liderar uma célula criminosa em Furnas. "Sabemos que a organização criminosa é complexa e que, tudo indica, operou muitos anos por meio de variados esquemas estabelecidos dentro de Furnas e da própria Câmara dos Deputados, entre outros órgãos públicos. Essa célula tem como um dos seus líderes o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro", escreveu Janot.(fonte:veja.com)

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