Henrique Meirelles deve anunciar medidas econômicas nesta sexta

Futuro ministro da Fazenda do governo Michel Temer detalhará ações para contornar a crise econômica, disse o peemedebista Eliseu Padilha

Meirelles deve anunciar medidas para equilibrar as contas públicas e estimular o emprego (Richard Drew/AP/VEJA)


O vice-presidente Michel Temer (PMDB), que assumirá interinamente a Presidência da partir desta quinta-feira com o afastamento de Dilma Rousseff do Executivo pelo processo de impeachment, não detalhará nesta tarde medidas no âmbito econômico. A missão ficará a cargo do futuro ministro da Fazenda, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, nesta sexta-feira. A afirmação foi feita pelo peemedebista Eliseu Padilha.

Falando a jornalistas ao chegar ao Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, Padilha disse que Temer anunciará medidas mais gerais, enquanto os novos ministros farão anúncios amanhã, especialmente Meirelles, que deve anunciar ações para equilibrar as contas públicas e estimular o emprego. Padilha ainda confirmou que será o ministro-chefe da Casa Civil do novo governo.

"O presidente Michel Temer, hoje, no discurso dele, vai dar rumos e amanhã, a começar pelo ministro Meirelles, nós devemos começar a ter já a indicação das primeiras providências", disse. "O presidente fala no Palácio (do Planalto) para toda a imprensa, após ter dado posse aos ministros", acrescentou. "Meirelles já trata de temas mais objetivos a partir de amanhã, e os demais ministros também".

Padilha também afirmou que uma das primeiras medidas de seu governo será a reforma da Previdência para reduzir a dívida do país e reconquistar a confiança do investidor. "Não vou dizer em quantos dias (apresentaremos a proposta), mas essa reforma é das primeiríssimas porque não há mais dúvida de que tem que ser feito", disse. Ele acrescentou que nas próximas semanas o novo governo buscará aprovação do Congresso para mudar a meta fiscal para um forte déficit, buscando evitar a paralisação do governo.

  - No primeiro discurso como presidente em exercício, Temer deve frisar que o Brasil passa por uma crise econômica profunda e, por isso, precisa fazer alguns "sacrifícios". Ele também deve dizer que garantirá os programas sociais e a continuidade das investigações da Lava Jato. Havia a expectativa de que ele já anunciasse medidas econômicas a ser enviadas ao Congresso, mas aliados avaliaram que ainda é cedo para isso.

Se tudo ocorrer conforme o previsto, Temer deve entrar no Palácio do Planalto às 15 horas como presidente interino da República. Segundo aliados, ele não deve fazer o ato simbólico de subir a rampa. Sem cerimônias, ele pretende dar posse aos novos ministros e conceder uma coletiva de imprensa na sequência.

Cargos - Na equipe econômica de Temer, para o Banco Central (BC), há especulações a respeito da permanência de Alexandre Tombini no comando da entidade, mas outros nomes também são aventados como os dos ex-diretores da autoridade monetária Ilan Goldfajn e Mario Mesquita e o ex-secretário do Tesouro Carlos Kawall.

Para o ministério do Planejamento, o mais cotado é o senador Romero Jucá (PMDB/RR). Para o comando do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, deve ser nomeado o pastor Marcos Pereira, presidente nacional do PRB. Para a secretaria do Tesouro Nacional, um forte candidato é o economista e especialista em contas públicas Mansueto de Almeida. E o Itamaraty, que incorporará órgãos de comércio exterior, deve ser chefiado pelo tucano José Serra. (fonte:veja.com)

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