Caseiro de sítio em Atibaia mandava e-mails sobre a propriedade para o Instituto Lula


Documentos foram anexados na denúncia apresentada pela força-tarefa da Operação Lava Jato na segunda-feira (22).



Por Adriana Justi e Fernando Castro, G1 PR e RPC, Curitiba




E-mail informa Instituto Lula sobre o dia a dia do sítio em Atibaia (Foto: Reprodução)



Documentos anexados a uma denúncia sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicam que o caseiro Élcio Pereira Vieira, conhecido como Maradona, enviava e-mails a uma conta do Instituto Lula sobre o dia a dia de um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo. Na última segunda-feira (22), a força-tarefa da Lava Jato denunciou Lula à Justiça, alegando que ele ocultava ser o dono da propriedade. O petista nega as acusações (veja nota ao final da reportagem).


Em 21 de abril de 2015, Elcio enviou um e-mail com a mensagem "avião aki na chacara hoje pela manhã". No dia 31 de julho do mesmo ano, o caseiro enviou a mensagem "obras no sítio" com uma lista de materiais. Nessa, colocou a seguinte observação: "Como combinado com Dona Marisa a ver depois os materiais pra fazer acabamento". A mulher de Lula, Marisa Letícia, morreu em 3 de fevereiro deste ano em decorrência de um AVC.


Em outubro de 2014, Elcio disse "boa tarde morreu mais um pintinho essa noite e caiu dois gambá nas armadilhas essa noite". O e-mail estava intitulado "armadilha".


A denúncia contra Lula foi a terceira apresentada à Justiça Federal no Paraná, onde correm muitos dos processos da Lava Jato. Além do petista, outras 12 pessoas são citadas na denúncia. O ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, é um deles. Todos são acusados pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.


Agora, caberá ao juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações penais da Lava Jato, definir se recebe ou não a denúncia do MPF. Se ele aceitar, o ex-presidente passará a ser réu também neste novo processo.


Entenda a denúncia


A acusação trata do pagamento de propina de pelo menos R$ 128 milhões pela Odebrecht e de outros R$ 27 milhões por parte da OAS. Conforme a denúncia, Lula foi beneficiado com parte desse dinheiro, por meio de obras realizadas no sítio Santa Bárbara, em Atibaia, cuja escritura está no nome de Fernando Bittar, mas que o MPF defende que pertence, na verdade, ao ex-presidente.

As obras, conforme a denúncia, serviram para adequar o imóvel às necessidades de Lula. Segundo o MPF, a Odebrecht e a OAS custearam R$ 850 mil em reformas na propriedade.


O MPF diz que Lula ajudou as empreiteiras ao manter nos cargos os ex-executivos da Petrobras Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Jorge Zelada, Nestor Cerveró e Pedro Barusco, que comandaram boa parte dos esquemas fraudulentos entre empreiteiras e a estatal, descobertos pela Lava Jato. Todos já foram condenados em ações penais anteriores.

Conforme a denúncia, as duas empreiteiras foram beneficiadas em pelo menos sete contratos. Também faz parte da denúncia o contrato de aluguel do navio-sonda Vitória 10.000, realizado pela empreiteira Schahin, junto à Petrobras. Nesse contrato, o processo apura um suposto pagamento de R$ 150 mil a Lula, com a ajuda do pecuarista José Carlos Bumlai, que teria intermediado os repasses ao ex-presidente.

Os procuradores defendem que todo o esquema na Petrobras era capitaneado por Lula. "Efetivamente, como apurado, após assumir o cargo de Presidente da República, Lula comandou a formação de um esquema delituoso de desvio de recursos públicos destinados a enriquecer ilicitamente, bem como, visando à perpetuação criminosa no poder, comprar apoio parlamentar e financiar caras campanhas eleitorais", diz trecho da denúncia.

A Odebrecht informou em nota que "está colaborando com a Justiça no Brasil e nos países em que atua. Já reconheceu os seus erros, pediu desculpas públicas, assinou um Acordo de Leniência com as autoridades do Brasil, Estados Unidos, Suíça e República Dominicana, e está comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas".


O que diz o Instituto Lula


Em nota divulgada na segunda, o Instituto Lula disse que a denúncia só comprova o que a defesa vem dizendo há 18 meses, que "o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é, e nunca foi, dono de um sítio em Atibaia, ao contrário do que os procuradores, a esposa do juiz Sérgio Moro e boa parte da imprensa sempre alardearam".

Segundo a nota, a força-tarefa da Lava Jato apresentou uma denúncia "leviana, que apenas demonstra sua obsessão de perseguir o ex-presidente". O texto diz ainda que "Lula não cometeu qualquer crime nem antes, nem durante, nem depois de exercer a presidência da República duas vezes, eleito pelo povo brasileiro".

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Um comentário

João Luiz Pereira Tavares disse...

O que vemos?
Olhe a frente!
¿OlhOu?
Veja bem!
Uma brega!

Vamos deixar de sermos ingênuos e naïve em relação a Dilma?

Abaixo! Fora! Rua! ¡Fora «Orquestra Sinfônica Brasileira» (a do RJ)! Música de E-LI-TE, abstrata! Instrumental; sem letras. Eurocêntrica... Viva, sim, a dilma Coração Valente Rousseff! Isso sim!

Viva o Sertanejo Universitário, da Era Petista! Viva!

QUE tal pensar (e re-fle-tir) sobre o pensamento de uma presidenta incompetente e de um mau gosto fabuloso? [a «Pátria Educadora»].

Que tal PENSAR na ALMA BARANGA de uma presidenta?? rss.
Não seria esse um bom motivo, -- também?

Uma presidentA de mau gosto. Bregona? Não, Barangona mesmo. Kitsch.

Reflita & pense!

"Barangos(as) Unidos Jamais serão Vencidos"

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